Itaú Cultural – 30 anos de fomento à arte e à cultura do Brasil de forma gratuita_

O Itaú Cultural é o braço institucional do banco Itaú voltado para a pesquisa, mapeamento, incentivo, produção e difusão da cultura brasileira, em todas as suas áreas de expressão. Em 2016, o Itaú Cultural teve um orçamento de R$ 86,9 milhões. Deste total, R$ 72,9 milhões foram realizados com recursos do mantenedor, sem uso de benefícios da Lei Rouanet. Outros R$ 14 milhões foram constituídos por meio dessa lei. Como o Itaú Cultural opera pelo Artigo 26 da lei federal de incentivo à cultura, que não permite 100% de abatimento do IR, desses R$ 14 milhões, R$ 5,6 milhões resultaram em abatimento fiscal efetivo no Imposto de Renda para os mantenedores da instituição. De 2007 ao final de 2016, o orçamento do Itaú Cultural foi de R$ 596,8 milhões, dos quais R$ 233,4 milhões utilizaram benefícios da Lei Rouanet, resultando em isenção fiscal efetiva de 93,3 milhões.

 

O Itaú Cultural mantém intensa programação gratuita, tanto em sua sede em São Paulo, quanto em equipamentos culturais parceiros em todo o país e por meio de transmissão on-line das iniciativas. São exposições, mostras de cinema, espetáculos de artes cênicas, atividades literárias, shows de música, programas educativos, cursos para professores, entre outros, com foco no desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras. O instituto também investe cada vez mais na acessibilidade para pessoas com deficiência.

 

Em 2016, a instituição atuou intensamente no tema da diversidade. Questões ligadas à acessibilidade para os públicos cego e surdo foram inseridos nos espaços expositivos, no site do instituto e para os seus colaboradores, por meio do Comitê de Acessibilidade. O instituto seguiu com o Comitê de Questões Raciais, trabalhando a presença e a representatividade do negro no cenário cultural brasileiro contemporâneo. Os trabalhos inscritos no Programa Rumos também retrataram essa busca, apoiando projetos relacionados ao tema de diversidade, como questões raciais, indígenas, de gênero e grupos periféricos.

 

O Rumos é um dos maiores editais privados de financiamento de projetos culturais do país, realizado pelo Itaú Cultural desde 1997. A iniciativa recebeu mais de 52 mil inscrições desde a sua primeira edição – na mais recente (2015-2016), foram inscritos 12 mil projetos e selecionados 117 – e abrirá novo edital em setembro deste ano. O programa já apoiou cerca de 1,4 mil projetos em artes visuais, arte e tecnologia, cinema e vídeo, dança, educação, literatura, jornalismo cultural, música, teatro e pesquisa. Esse conteúdo, até agora, impactou mais de 6 milhões de espectadores em todo o país.

 

Desde o início de sua história, o Itaú Cultural promoveu cerca de 6,2 mil atividades dessa natureza, inclusive com abrangência internacional. Até o final de 2016, mais de nove milhões de pessoas haviam sido impactadas pelos projetos promovidos pelo instituto ao longo dos quase 30 anos da sua existência. Considerando o impacto presencial e virtual, foram 138,6 milhões de pessoas alcançadas.

 

O Itaú Cultural também é grande produtor de conteúdo para o público não presencial. A maioria de suas atividades conta com desdobramentos virtuais. Em 2016, o site do instituto recebeu 15,5 milhões de acessos únicos – mais de 127 milhões desde que foi ao ar em 1997. O instituto também investe cada vez mais nas redes sociais e nas divulgações online. Entre estas iniciativas, disponibiliza ainda a Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Considerada o maior compêndio de artes brasileiras na web, reúne bases de dados com cerca de 200 mil registros de artistas, instituições, grupos, exposições, espetáculos e obras.

 

Em 2016, a Enciclopédia recebeu mais de 14,7 milhões de acessos únicos em seu endereço. Os registros se desenvolvem a partir de oito mil verbetes com textos descritivos e analíticos, parte deles traduzidos para o espanhol, francês e inglês e alimentados por uma equipe com mais de oitenta especialistas – entre consultores, pesquisadores, especialistas, redatores, revisores e tradutores. Em fevereiro de 2017, quando o Itaú Cultural completou 30 anos ganhou desdobramentos com acesso pelos celulares, nos sistemas Android e iPhone, novo visual e chaves para quem tem deficiência visual, cegos e surdos.

 

O instituto também disponibiliza a Biblioteca do Itaú Cultural, um espaço dedicado à pesquisa e à divulgação da produção artística e cultural brasileira, e responsável por um acervo especializado em artes visuais, música, teatro, dança, cinema e vídeo, design, arquitetura, crítica literária e política cultural.

Atualmente direciona a sua atuação para o meio artístico e acadêmico, atendendo a pesquisadores, artistas e estudantes universitários de graduação e pós-graduação, com agendamento antecipado e consulta prévia ao catálogo em www.itaucultural.org.br/acervobiblioteca. Este catálogo online disponibiliza 10 mil livros, 13,3 mil catálogos de arte, mil títulos de vídeo (DVD + VHS), 460 obras de referência (enciclopédias, dicionários e guias, entre outros), 60 títulos de periódicos sobre arte brasileira e políticas culturais.

 

Em seu portfólio, o instituto registra 780 títulos publicados – entre CDs, DVDs, CD-ROMs, vídeos, livros e enciclopédias. Eles são distribuídos gratuitamente a bibliotecas, escolas públicas, instituições culturais, emissoras de rádio e TV, pública e comunitária, e pesquisadores em todo o Brasil. Até hoje, foram entregues a esses destinatários cerca de 973 mil produtos.

 

No campo da formação acadêmica, por meio do Observatório Itaú Cultural, há quase 10 anos o instituto vem oferecendo o curso de Especialização em Gestão de Políticas Culturais em parceria com a Cátedra Unesco Políticas Culturais e Cooperação da Universidade de Girona, Espanha, cujas aulas são ministradas em fases pela web e outras presenciais. Até agora, o curso recebeu mais de 10,5 mil inscrições dos mais diversos estados do país e atendeu mais de 360 alunos.

 

Ainda no âmbito da gestão, foi criada a Semana de Gestão e Políticas Culturais, em que o instituto vai até as localidades. Desde a sua criação, em 2008, o curso de quarenta horas beneficiou cerca de três mil profissionais ligados às áreas culturais entre as 25 cidades por onde passou: São Luiz (MA), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Macapá (AP), Recife (PE), Bauru (SP), Ribeirão Preto (SP), Presidente Prudente (SP), Belo Horizonte (MG), Janaúba (MG), Feira de Santana (BA), Crato (CE) e Canoas (RS).

 

A proposta desse curso rápido é realizar uma formação de produtores e gestores culturais para que possam lidar melhor com as especificidades da gestão cultural, compreender as diversas demandas de sua região, e os desafios da atualidade. Ainda nesta área, em 2017 o instituto começa a compor primeira turma do curso de especialização em gestão e políticas culturais EAD (Ensino a Distância).

 

Em 2016, o Itaú Cultural criou a Cátedra Olavo Setubal, primeira na Universidade de São Paulo para discutir questões do universo das artes e da gestão cultural, além de temas científicos e sociais. Criada em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA/USP), com duração mínima de cinco anos, tem como primeiro titular o cientista político, filósofo, diplomata e primeiro titular da cátedra Sérgio Paulo Rouanet. Neste ano, o titular da cátedra é o arquiteto, designer gráfico e gestor cultural Ricardo Ohtake.

 

Em outra frente, desde 2011 o Itaú Cultural faz a gestão do Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, uma das maiores casas de arte e cultura de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. A casa ganhou nova vida, popularizou os preços dos ingressos, passou a receber uma programação mais eclética e ampliou o seu público. Todo o custeio da operação é feito sem uso de leis de incentivo à cultura.

 

Além da programação, que entre 2011 e 2016 recebeu mais de 1,3 milhão de espectadores em 930 apresentações – só em 2016 foram 147, das quais 59 gratuitas –, o Auditório abriga uma escola de música, a Escola do Auditório, que atualmente atende cerca de 170 crianças e adolescentes vindos da rede pública de ensino. Aos alunos é oferecido um curso livre de música e uma bolsa mensal que ajuda a custear o seu transporte e alimentação. A EA já concluiu quatro turmas com 63 alunos formados

 

Com iniciativas desta natureza, o Itaú Cultural reafirma seu estreito compromisso com a cultura brasileira, atuando em um tripé que se calca no incentivo à arte e cultura no país, na democratização e ampliação do acesso às atividades culturais entre os brasileiros e na preservação e difusão do patrimônio cultural e artístico do Brasil de modo a formar um legado perene.

2017 -  DESENVOLVIDO PELA CONTEÚDO COMUNICAÇÃO

O Itaú Cultural é o braço institucional do banco Itaú voltado para a pesquisa, mapeamento, incentivo, produção e difusão da cultura brasileira, em todas as suas áreas de expressão. Em 2016, o Itaú Cultural teve um orçamento de R$ 86,9 milhões. Deste total, R$ 72,9 milhões foram realizados com recursos do mantenedor, sem uso de benefícios da Lei Rouanet. Outros R$ 14 milhões foram constituídos por meio dessa lei. Como o Itaú Cultural opera pelo Artigo 26 da lei federal de incentivo à cultura, que não permite 100% de abatimento do IR, desses R$ 14 milhões, R$ 5,6 milhões resultaram em abatimento fiscal efetivo no Imposto de Renda para os mantenedores da instituição. De 2007 ao final de 2016, o orçamento do Itaú Cultural foi de R$ 596,8 milhões, dos quais R$ 233,4 milhões utilizaram benefícios da Lei Rouanet, resultando em isenção fiscal efetiva de 93,3 milhões.

 

O Itaú Cultural mantém intensa programação gratuita, tanto em sua sede em São Paulo, quanto em equipamentos culturais parceiros em todo o país e por meio de transmissão on-line das iniciativas. São exposições, mostras de cinema, espetáculos de artes cênicas, atividades literárias, shows de música, programas educativos, cursos para professores, entre outros, com foco no desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras. O instituto também investe cada vez mais na acessibilidade para pessoas com deficiência.

 

Em 2016, a instituição atuou intensamente no tema da diversidade. Questões ligadas à acessibilidade para os públicos cego e surdo foram inseridos nos espaços expositivos, no site do instituto e para os seus colaboradores, por meio do Comitê de Acessibilidade. O instituto seguiu com o Comitê de Questões Raciais, trabalhando a presença e a representatividade do negro no cenário cultural brasileiro contemporâneo. Os trabalhos inscritos no Programa Rumos também retrataram essa busca, apoiando projetos relacionados ao tema de diversidade, como questões raciais, indígenas, de gênero e grupos periféricos.

 

O Rumos é um dos maiores editais privados de financiamento de projetos culturais do país, realizado pelo Itaú Cultural desde 1997. A iniciativa recebeu mais de 52 mil inscrições desde a sua primeira edição – na mais recente (2015-2016), foram inscritos 12 mil projetos e selecionados 117 – e abrirá novo edital em setembro deste ano. O programa já apoiou cerca de 1,4 mil projetos em artes visuais, arte e tecnologia, cinema e vídeo, dança, educação, literatura, jornalismo cultural, música, teatro e pesquisa. Esse conteúdo, até agora, impactou mais de 6 milhões de espectadores em todo o país.

 

Desde o início de sua história, o Itaú Cultural promoveu cerca de 6,2 mil atividades dessa natureza, inclusive com abrangência internacional. Até o final de 2016, mais de nove milhões de pessoas haviam sido impactadas pelos projetos promovidos pelo instituto ao longo dos quase 30 anos da sua existência. Considerando o impacto presencial e virtual, foram 138,6 milhões de pessoas alcançadas.

 

O Itaú Cultural também é grande produtor de conteúdo para o público não presencial. A maioria de suas atividades conta com desdobramentos virtuais. Em 2016, o site do instituto recebeu 15,5 milhões de acessos únicos – mais de 127 milhões desde que foi ao ar em 1997. O instituto também investe cada vez mais nas redes sociais e nas divulgações online. Entre estas iniciativas, disponibiliza ainda a Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Considerada o maior compêndio de artes brasileiras na web, reúne bases de dados com cerca de 200 mil registros de artistas, instituições, grupos, exposições, espetáculos e obras.

 

Em 2016, a Enciclopédia recebeu mais de 14,7 milhões de acessos únicos em seu endereço. Os registros se desenvolvem a partir de oito mil verbetes com textos descritivos e analíticos, parte deles traduzidos para o espanhol, francês e inglês e alimentados por uma equipe com mais de oitenta especialistas – entre consultores, pesquisadores, especialistas, redatores, revisores e tradutores. Em fevereiro de 2017, quando o Itaú Cultural completou 30 anos ganhou desdobramentos com acesso pelos celulares, nos sistemas Android e iPhone, novo visual e chaves para quem tem deficiência visual, cegos e surdos.

 

O instituto também disponibiliza a Biblioteca do Itaú Cultural, um espaço dedicado à pesquisa e à divulgação da produção artística e cultural brasileira, e responsável por um acervo especializado em artes visuais, música, teatro, dança, cinema e vídeo, design, arquitetura, crítica literária e política cultural.

 

Atualmente direciona a sua atuação para o meio artístico e acadêmico, atendendo a pesquisadores, artistas e estudantes universitários de graduação e pós-graduação, com agendamento antecipado e consulta prévia ao catálogo em www.itaucultural.org.br/acervobiblioteca. Este catálogo online disponibiliza 10 mil livros, 13,3 mil catálogos de arte, mil títulos de vídeo (DVD + VHS), 460 obras de referência (enciclopédias, dicionários e guias, entre outros), 60 títulos de periódicos sobre arte brasileira e políticas culturais.

 

Em seu portfólio, o instituto registra 780 títulos publicados – entre CDs, DVDs, CD-ROMs, vídeos, livros e enciclopédias. Eles são distribuídos gratuitamente a bibliotecas, escolas públicas, instituições culturais, emissoras de rádio e TV, pública e comunitária, e pesquisadores em todo o Brasil. Até hoje, foram entregues a esses destinatários cerca de 973 mil produtos.

 

No campo da formação acadêmica, por meio do Observatório Itaú Cultural, há quase 10 anos o instituto vem oferecendo o curso de Especialização em Gestão de Políticas Culturais em parceria com a Cátedra Unesco Políticas Culturais e Cooperação da Universidade de Girona, Espanha, cujas aulas são ministradas em fases pela web e outras presenciais. Até agora, o curso recebeu mais de 10,5 mil inscrições dos mais diversos estados do país e atendeu mais de 360 alunos.

 

Ainda no âmbito da gestão, foi criada a Semana de Gestão e Políticas Culturais, em que o instituto vai até as localidades. Desde a sua criação, em 2008, o curso de quarenta horas beneficiou cerca de três mil profissionais ligados às áreas culturais entre as 25 cidades por onde passou: São Luiz (MA), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Macapá (AP), Recife (PE), Bauru (SP), Ribeirão Preto (SP), Presidente Prudente (SP), Belo Horizonte (MG), Janaúba (MG), Feira de Santana (BA), Crato (CE) e Canoas (RS).

 

A proposta desse curso rápido é realizar uma formação de produtores e gestores culturais para que possam lidar melhor com as especificidades da gestão cultural, compreender as diversas demandas de sua região, e os desafios da atualidade. Ainda nesta área, em 2017 o instituto começa a compor primeira turma do curso de especialização em gestão e políticas culturais EAD (Ensino a Distância).

 

Em 2016, o Itaú Cultural criou a Cátedra Olavo Setubal, primeira na Universidade de São Paulo para discutir questões do universo das artes e da gestão cultural, além de temas científicos e sociais. Criada em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA/USP), com duração mínima de cinco anos, tem como primeiro titular o cientista político, filósofo, diplomata e primeiro titular da cátedra Sérgio Paulo Rouanet. Neste ano, o titular da cátedra é o arquiteto, designer gráfico e gestor cultural Ricardo Ohtake.

 

Em outra frente, desde 2011 o Itaú Cultural faz a gestão do Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, uma das maiores casas de arte e cultura de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. A casa ganhou nova vida, popularizou os preços dos ingressos, passou a receber uma programação mais eclética e ampliou o seu público. Todo o custeio da operação é feito sem uso de leis de incentivo à cultura.

 

Além da programação, que entre 2011 e 2016 recebeu mais de 1,3 milhão de espectadores em 930 apresentações – só em 2016 foram 147, das quais 59 gratuitas –, o Auditório abriga uma escola de música, a Escola do Auditório, que atualmente atende cerca de 170 crianças e adolescentes vindos da rede pública de ensino. Aos alunos é oferecido um curso livre de música e uma bolsa mensal que ajuda a custear o seu transporte e alimentação. A EA já concluiu quatro turmas com 63 alunos formados

 

Com iniciativas desta natureza, o Itaú Cultural reafirma seu estreito compromisso com a cultura brasileira, atuando em um tripé que se calca no incentivo à arte e cultura no país, na democratização e ampliação do acesso às atividades culturais entre os brasileiros e na preservação e difusão do patrimônio cultural e artístico do Brasil de modo a formar um legado perene.

2017 -  DESENVOLVIDO PELA CONTEÚDO COMUNICAÇÃO

Itaú Cultural – 30 anos de fomento à arte e à cultura do Brasil de forma gratuita_

O Itaú Cultural é o braço institucional do banco Itaú voltado para a pesquisa, mapeamento, incentivo, produção e difusão da cultura brasileira, em todas as suas áreas de expressão. Em 2016, o Itaú Cultural teve um orçamento de R$ 86,9 milhões. Deste total, R$ 72,9 milhões foram realizados com recursos do mantenedor, sem uso de benefícios da Lei Rouanet. Outros R$ 14 milhões foram constituídos por meio dessa lei. Como o Itaú Cultural opera pelo Artigo 26 da lei federal de incentivo à cultura, que não permite 100% de abatimento do IR, desses R$ 14 milhões, R$ 5,6 milhões resultaram em abatimento fiscal efetivo no Imposto de Renda para os mantenedores da instituição. De 2007 ao final de 2016, o orçamento do Itaú Cultural foi de R$ 596,8 milhões, dos quais R$ 233,4 milhões utilizaram benefícios da Lei Rouanet, resultando em isenção fiscal efetiva de 93,3 milhões.

 

O Itaú Cultural mantém intensa programação gratuita, tanto em sua sede em São Paulo, quanto em equipamentos culturais parceiros em todo o país e por meio de transmissão on-line das iniciativas. São exposições, mostras de cinema, espetáculos de artes cênicas, atividades literárias, shows de música, programas educativos, cursos para professores, entre outros, com foco no desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras. O instituto também investe cada vez mais na acessibilidade para pessoas com deficiência.

 

Em 2016, a instituição atuou intensamente no tema da diversidade. Questões ligadas à acessibilidade para os públicos cego e surdo foram inseridos nos espaços expositivos, no site do instituto e para os seus colaboradores, por meio do Comitê de Acessibilidade. O instituto seguiu com o Comitê de Questões Raciais, trabalhando a presença e a representatividade do negro no cenário cultural brasileiro contemporâneo. Os trabalhos inscritos no Programa Rumos também retrataram essa busca, apoiando projetos relacionados ao tema de diversidade, como questões raciais, indígenas, de gênero e grupos periféricos.

 

O Rumos é um dos maiores editais privados de financiamento de projetos culturais do país, realizado pelo Itaú Cultural desde 1997. A iniciativa recebeu mais de 52 mil inscrições desde a sua primeira edição – na mais recente (2015-2016), foram inscritos 12 mil projetos e selecionados 117 – e abrirá novo edital em setembro deste ano. O programa já apoiou cerca de 1,4 mil projetos em artes visuais, arte e tecnologia, cinema e vídeo, dança, educação, literatura, jornalismo cultural, música, teatro e pesquisa. Esse conteúdo, até agora, impactou mais de 6 milhões de espectadores em todo o país.

 

Desde o início de sua história, o Itaú Cultural promoveu cerca de 6,2 mil atividades dessa natureza, inclusive com abrangência internacional. Até o final de 2016, mais de nove milhões de pessoas haviam sido impactadas pelos projetos promovidos pelo instituto ao longo dos quase 30 anos da sua existência. Considerando o impacto presencial e virtual, foram 138,6 milhões de pessoas alcançadas.

 

O Itaú Cultural também é grande produtor de conteúdo para o público não presencial. A maioria de suas atividades conta com desdobramentos virtuais. Em 2016, o site do instituto recebeu 15,5 milhões de acessos únicos – mais de 127 milhões desde que foi ao ar em 1997. O instituto também investe cada vez mais nas redes sociais e nas divulgações online. Entre estas iniciativas, disponibiliza ainda a Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Considerada o maior compêndio de artes brasileiras na web, reúne bases de dados com cerca de 200 mil registros de artistas, instituições, grupos, exposições, espetáculos e obras.

 

Em 2016, a Enciclopédia recebeu mais de 14,7 milhões de acessos únicos em seu endereço. Os registros se desenvolvem a partir de oito mil verbetes com textos descritivos e analíticos, parte deles traduzidos para o espanhol, francês e inglês e alimentados por uma equipe com mais de oitenta especialistas – entre consultores, pesquisadores, especialistas, redatores, revisores e tradutores. Em fevereiro de 2017, quando o Itaú Cultural completou 30 anos ganhou desdobramentos com acesso pelos celulares, nos sistemas Android e iPhone, novo visual e chaves para quem tem deficiência visual, cegos e surdos.

 

O instituto também disponibiliza a Biblioteca do Itaú Cultural, um espaço dedicado à pesquisa e à divulgação da produção artística e cultural brasileira, e responsável por um acervo especializado em artes visuais, música, teatro, dança, cinema e vídeo, design, arquitetura, crítica literária e política cultural.

 

Atualmente direciona a sua atuação para o meio artístico e acadêmico, atendendo a pesquisadores, artistas e estudantes universitários de graduação e pós-graduação, com agendamento antecipado e consulta prévia ao catálogo em www.itaucultural.org.br/acervobiblioteca. Este catálogo online disponibiliza 10 mil livros, 13,3 mil catálogos de arte, mil títulos de vídeo (DVD + VHS), 460 obras de referência (enciclopédias, dicionários e guias, entre outros), 60 títulos de periódicos sobre arte brasileira e políticas culturais.

 

Em seu portfólio, o instituto registra 780 títulos publicados – entre CDs, DVDs, CD-ROMs, vídeos, livros e enciclopédias. Eles são distribuídos gratuitamente a bibliotecas, escolas públicas, instituições culturais, emissoras de rádio e TV, pública e comunitária, e pesquisadores em todo o Brasil. Até hoje, foram entregues a esses destinatários cerca de 973 mil produtos.

 

No campo da formação acadêmica, por meio do Observatório Itaú Cultural, há quase 10 anos o instituto vem oferecendo o curso de Especialização em Gestão de Políticas Culturais em parceria com a Cátedra Unesco Políticas Culturais e Cooperação da Universidade de Girona, Espanha, cujas aulas são ministradas em fases pela web e outras presenciais. Até agora, o curso recebeu mais de 10,5 mil inscrições dos mais diversos estados do país e atendeu mais de 360 alunos.

 

Ainda no âmbito da gestão, foi criada a Semana de Gestão e Políticas Culturais, em que o instituto vai até as localidades. Desde a sua criação, em 2008, o curso de quarenta horas beneficiou cerca de três mil profissionais ligados às áreas culturais entre as 25 cidades por onde passou: São Luiz (MA), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Macapá (AP), Recife (PE), Bauru (SP), Ribeirão Preto (SP), Presidente Prudente (SP), Belo Horizonte (MG), Janaúba (MG), Feira de Santana (BA), Crato (CE) e Canoas (RS).

 

A proposta desse curso rápido é realizar uma formação de produtores e gestores culturais para que possam lidar melhor com as especificidades da gestão cultural, compreender as diversas demandas de sua região, e os desafios da atualidade. Ainda nesta área, em 2017 o instituto começa a compor primeira turma do curso de especialização em gestão e políticas culturais EAD (Ensino a Distância).

 

Em 2016, o Itaú Cultural criou a Cátedra Olavo Setubal, primeira na Universidade de São Paulo para discutir questões do universo das artes e da gestão cultural, além de temas científicos e sociais. Criada em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA/USP), com duração mínima de cinco anos, tem como primeiro titular o cientista político, filósofo, diplomata e primeiro titular da cátedra Sérgio Paulo Rouanet. Neste ano, o titular da cátedra é o arquiteto, designer gráfico e gestor cultural Ricardo Ohtake.

 

Em outra frente, desde 2011 o Itaú Cultural faz a gestão do Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, uma das maiores casas de arte e cultura de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo. A casa ganhou nova vida, popularizou os preços dos ingressos, passou a receber uma programação mais eclética e ampliou o seu público. Todo o custeio da operação é feito sem uso de leis de incentivo à cultura.

 

Além da programação, que entre 2011 e 2016 recebeu mais de 1,3 milhão de espectadores em 930 apresentações – só em 2016 foram 147, das quais 59 gratuitas –, o Auditório abriga uma escola de música, a Escola do Auditório, que atualmente atende cerca de 170 crianças e adolescentes vindos da rede pública de ensino. Aos alunos é oferecido um curso livre de música e uma bolsa mensal que ajuda a custear o seu transporte e alimentação. A EA já concluiu quatro turmas com 63 alunos formados

 

Com iniciativas desta natureza, o Itaú Cultural reafirma seu estreito compromisso com a cultura brasileira, atuando em um tripé que se calca no incentivo à arte e cultura no país, na democratização e ampliação do acesso às atividades culturais entre os brasileiros e na preservação e difusão do patrimônio cultural e artístico do Brasil de modo a formar um legado perene.