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  • Rumos 2015-2016: ‘Marambiré’ e ‘Furna dos Negros’

    11 de agosto de 2017

    por Duanne Ribeiro

    A herança africana no Brasil é o foco de dois médias-metragens apoiados pelo Rumos 2015-2016 que enfatizam vivências quilombolas: Marambiré – Corporalidade, Música e Fé, de André dos Santos, sobre o marambiré, manifestação cênica, musical e religiosa da comunidade Pacoval, de Alenquer, no Pará; e Furna dos Negros, de Wladimir Franklyn Lima de Almeida, sobre o quilombo Tabacaria, em Palmeira dos Índios, em Alagoas. As duas produções estão atualmente em montagem.

    Para ambos os diretores, o interesse pela recuperação da memória dos povos negros vem tanto de uma curiosidade pelo outro como de uma reelaboração pessoal. André fala da sua vontade de “mostrar a pluralidade sociocultural amazônica” e Wladimir ressalta a redescoberta da sua identidade, processo que foi “natural como um chamado, algo que se sente sem explicar”. Nos depoimentos a seguir, eles comentam a origem dos projetos e as suas escolhas estéticas e políticas.

    Marambiré – Corporalidade, Música e Fé

    O marambiré é uma dança de raízes africanas – congo-angolanas, provavelmente do grupo etnolinguístico banto –, porém com muitos elementos católicos. Nela se representa uma corte real, com rei de congo, rainha de congo, rainhas auxiliares, duas filas com valsares e um contramestre, tudo em louvor a São Benedito. As letras dos cantares misturam português com palavras africanas, das quais muitas vezes os brincantes desconhecem o significado.

    Conheci o Marambiré ainda criança, em um dos encontros Raízes Negras em que um cordão se apresentou. Essa imagem ficou gravada na memória e, quando surgiu o edital do Rumos, vi a oportunidade de registrar essa manifestação ímpar e pouco conhecida até mesmo dentro do estado do Pará.

    Cordão de marambiré na comunidade Pacoval, de Alenquer, no Pará | foto: divulgação

    Cordão de marambiré na comunidade Pacoval, de Alenquer, no Pará | foto: divulgação

    Boa Vista, onde vivo, e Pacoval são comunidades distantes, apesar de estarem na mesma região do Pará. Os encontros Raízes Negras foram idealizados para que os negros do Baixo Amazonas pudessem conhecer seus pares do Alto Trombetas e começar a organização na luta pela terra, na qual a comunidade quilombola Boa Vista é pioneira, sendo a primeira no Brasil a receber o título definitivo coletivo da terra – previsto no artigo 68 das disposições constitucionais transitórias –, abrindo precedentes para as demais comunidades no país. Pacoval foi a segunda a receber título de terra no Brasil, um ano após Boa Vista.

    O que mais me encanta no marambiré é o respeito dos participantes pela tradição e pela disciplina, que o entendem como uma religião. A festa dura praticamente um mês e envolve toda a comunidade. O amor pelo marambiré está acima de tudo para a comunidade Pacoval. É um ritual em que a fé está acima de tudo; simplesmente mágico e contagiante.

    Nossa proposta é provocar uma imersão do espectador do filme, e para isso escolhemos a narrativa do cinema verdade, no qual a estética do documentário está na exploração corpo a corpo com o real. Queríamos registrar a história nos locais onde acontece o ritual do marambiré e a vida cotidiana do Pacoval. Tomamos como referência a linguagem clássica do cinema etnográfico (cine verité) de Jean Rouch. Com exceção das entrevistas, praticamente não interferimos em nada, fazendo uma direção mais a distância, utilizando lentes teleobjetivas e drone. Esse tipo de filmagem só é possível quando se tem a confiança do grupo registrado, para que ele fique totalmente à vontade para ser filmado. Creio que contou muito minha relação de amizade com a comunidade, além do fato de também ser quilombola, de falar a mesma língua e ter uma equipe que incorporou com excelência a intenção do projeto.

    Na Amazônia essas manifestações culturais sobrevivem por meio da oralidade e da performance, muitas vezes através de pessoas já idosas, detentoras de um conhecimento ímpar que nem sempre conseguem transmitir – o que demonstra a urgência desse tipo de registro. Essas manifestações, como o marambiré, foram importantes para a afirmação e o reconhecimento desses povos como quilombolas, algo crucial para a conquista e a manutenção de suas terras e desse conhecimento centenário, o que será abordado no documentário.

    Essa afirmação é contínua e necessária para que se evitem retrocessos no processo de conquistas dos negros no Brasil e principalmente na Amazônia. Nesse sentido, o documentário se torna uma ferramenta de salvaguarda e memória, mas também de empoderamento e voz para essas comunidades tradicionais, que o Brasil precisa conhecer e respeitar.

    Furna dos Negros

    O projeto surgiu do meu primeiro contato com o quilombo, há cerca de nove anos, durante uma reportagem, quando eu ainda atuava como jornalista. Desde essa visita, percebi que se tratava de uma história única, de muita força, que revelava bem as contradições de Alagoas e que não caberia numa simples matéria. Ao longo dos anos, visitei a comunidade em momentos distintos, fui conhecendo alguns de seus moradores e pesquisando mais sobre a biografia de luta deles.

    Claro que esse ponto de partida decorreu também de uma identificação com a luta por justiça social da comunidade e da questão racial e histórica envolvida. Como ocorre com quase todo brasileiro, a raiz negra está presente também na minha história pessoal, e isso me motivou ainda mais a me aprofundar no contato com o povo de Tabacaria. Percebi que eles mesmos estavam vivendo o processo de entender o que é ser quilombola. Ao mesmo tempo, esse autorreconhecimento da comunidade como remanescente de quilombolas garantiu a conquista da terra, que vem dos ancestrais, numa linha direta que vai até a época do Quilombo dos Palmares.

    É uma dupla jornada de autoconhecimento. Mostra o que aprisiona e o que é libertador. Em Mestre Nena, um dos principais personagens do filme, vemos o alvorecer de um homem livre. Um descendente de homens escravizados prestando reverência à sua origem, guardada na memória da Pedra do Esconderijo, um dos locais sagrados da comunidade.

    Mestre Nena (de azul) e sua família em cena do documentário | foto: divulgação

    Mestre Nena (de azul) e sua família em cena do documentário | foto: divulgação

    É disso que é composto o filme. Coisas vividas por pessoas que, mesmo desprovidas dos bens essenciais a uma vivência digna, não cansam de lutar diariamente pela liberdade. E uma forma de lutar é cultivando a imaginação e o sonho. Pequenos gestos vividos, contados e sonhados. Um recorte, um retrato, se preferirem. Contos e cantos de pessoas comuns. Buscar o íntimo nessas relações e nesses momentos é o desafio. Como o projeto ainda está em processo, alguns aprendizados são assimilados, outros estão amadurecendo. É tinta muito fresca ainda.

    Os textos do livro A Razão Quilombola, de Dirceu Lindoso, serviram de uma espécie de bússola, um instrumento para compreender tanto o papel histórico dos negros fugidos e da organização política dos quilombos, da resistência, com suas cercas reais, quanto o panorama dos quilombos atuais em Alagoas, cuja memória da tradição quilombola se encontra em vias de apagamento, em decorrência da ausência de atenção do Poder Público e do avanço do latifúndio, do poder econômico, sobre as suas áreas – e tudo o que decorre disso, como a negação da religiosidade de matriz africana, principalmente.

    Tabacaria, por exemplo, é uma comunidade que foi tratada como de trabalhadores sem-terra, invasores de terras produtivas, quando, na verdade, os locais históricos e os relatos dos mais velhos comprovaram a herança dos quilombolas e o vínculo direto com o Quilombo dos Palmares – e que, portanto, aquele solo sagrado era deles por direito. Todos esses conflitos nós constatamos em Tabacaria. Mas, para mim, a grande influência do pensamento de Lindoso vem dessa ideia de que, sem imaginação, nada se cria, nada se produz, mesmo num campo em que o rigor científico é o norte em busca da verdade, como no caso da ciência social.

    Na arte, então, em que a subjetividade prevalece, a imaginação é a força matriz (e motriz) da própria expressão. A arte cria a realidade por meio da imaginação. Palco de tristeza, pobreza e amargura, mas com sede de liberdade, Tabacaria é ao mesmo tempo um local físico, com uma pequena caverna, de onde brotam os segredos do passado e do futuro, e um lugar imaginário. Há um quê de Macondo (o mítico povoado imaginado por Gabriel García Márquez em Cem Anos de Solidão). O documentário imagina, em forma de filme, como as vozes dessas pessoas reais do Brasil colidem ou confluem no discurso que cria o lugar-comum de Tabacaria.

    Furna dos Negros é um convite a uma vivência na qual o que se retrata ao mesmo tempo se inventa. Os quilombolas de Tabacaria inventam um cotidiano que os liberta da dura realidade. Eles ainda sofrem na pele a perseguição por causa da cor. Pobreza, abandono, invisibilidade. Sem vez e sem voz. Mestre Nena canta em seu reisado: “Se eu fosse rei, meu reinado era na rua. Se eu fosse lua, era nova todo mês”. Agora a terra é deles, e o filme retrata o orgulho e a altivez de quem jamais se dobrou ou se envergonhou de sua condição, mesmo vivendo em condição de miséria, de abandono.

    O documentário contribui como registro dos que lutaram pela afirmação da identidade negra nesse paradoxal “berço da liberdade” que é o estado de Alagoas, ou, como pontua o já citado Dirceu Lindoso: Alagoas é o que se ama, e dói. A produção quer mostrar o cenário do surgimento de uma nova geração de quilombolas. Espero que Furna dos Negros brilhe. Não só como filme, mas como reflexão.

  • Projeto Editora Temporária lança livros de sua segunda edição

    Selecionada pelo programa Rumos Itaú Cultural 2015-2016, a Editora Temporária lança os livros de sua segunda edição no dia 19 de agosto, às 16h, no Centro Carioca de Design, no Rio de Janeiro. Como proposto pelo projeto, a editora apresenta três publicações: De Quem Te Protege a Muralha?, de Thiago Florencio, Zonzo: Investigadores Urbanos, de Julia Sant’Anna e Carolina Movilla, e Por uma Mobilidade Performativa, de Elilson. Saiba mais sobre o projeto aqui.

    A Editora Temporária funciona de modo diverso das editoras de livros comuns: seu objetivo é, a cada edição, gerar três publicações de baixa tiragem no período de três meses. A segunda leva de impressões, encabeçada pela proponente e designer Clara Meliande, buscou projetos de livros que dialogassem com as transformações urbanas que o Rio de Janeiro tem sofrido nos últimos anos.

    Diversas temáticas poderiam ser abordadas, como as relações entre paisagem natural e paisagem constituída, interferências urbanas, remoções, gentrificação, manifestações coletivas que geram mudanças urbanas, circulação, lixo e vestígios, memória e transparência pública. Em relação ao formato, cada projeto selecionado seria desenvolvido em parceria com um designer ao longo de três meses até ser impresso com tiragem de 150 exemplares. Os designers escolhidos para participar foram Tatiana Podlubny, Ana Costa e Thiago Lacaz.

    No processo seletivo, desempenhado por editoras e designers convidados, foram eleitos os três livros que serão lançados neste mês. De Quem Te Protege a Muralha?, proposto por Thiago Florencio, tem design de Ana Costa e investiga a história e os desdobramentos de uma muralha que existiu no Rio de Janeiro. Com projeto original de 1714, a construção deveria atravessar a cidade desde o pé do Morro do Castelo, margeando a atual Rua Uruguaiana, e passar por cima do Morro da Conceição até findar no Largo da Prainha, nos arredores da atual Praça Mauá, mas não chegou a ser concluída.

    Zonzo: Investigadores Urbanos foi desenvolvido por Julia Sant’Anna e Carolina Movilla, com design de Tatiana Podlubny. A obra parte de imagens e relatos de crianças com idade entre 9 e 13 anos para narrar a história do Morro da Babilônia. Já Por uma Mobilidade Performativa foi proposto pelo artista Elilson e tem design criado por Thiago Lacaz. No livro, o autor explora suas ações performativas realizadas nas ruas e nos transportes coletivos na cidade do Rio de Janeiro entre 2016 e 2017, bem como a inspiração e a motivação destas.

    No dia 19 de agosto, além do lançamento dos livros, o evento conta com bate-papo com os autores e os designers das três publicações. A programação tem início às 16h e vai até às 20h, no Centro Carioca de Design (Praça Tiradentes, 48 – Centro, Rio de Janeiro). A entrada é gratuita. Para mais informações, acesse o link.

  • Rumos 2015-2016: “Mikrology”

    9 de agosto de 2017

    Por Jullyanna Salles

    Não foi só Paisagem Sonora que, no Rumos 2015-2016, ganhou destaque por voltar-se para os sons da natureza. O projeto Mikrology, realizado pelo artista e pesquisador Cyrille Brissot, também propõe uma escuta atenta ao que acontece ao redor, mas desta vez com enfoque no que chama de “microeventos”. O objetivo é mostrar que “mudanças de escala são extremamente ricas em surpresas e permitem a descoberta do inesperado”, conforme conta o idealizador.

    A ideia de Cyrille é utilizar lupas visuais e acústicas para captar e manipular sons provenientes de estruturas muito pequenas, difíceis de ouvir sem o auxílio de equipamentos especiais. O resultado será uma instalação que, ao brincar com escalas de áudios e imagens, “questiona como a experiência estética pode amplificar a presença desses pequenos acontecimentos cotidianos, nos devolvendo a sensorialidade da interação entre o corpo e o meio em que vivemos”, como explica o pesquisador francês.

    O projeto é dividido em três capítulos. No primeiro, Consum, o som é retirado de utensílios do cotidiano, como copos de plástico e sacolas, e que formam uma sinfonia eletroacústica. O segundo recorre a mudanças de estado em objetos técnicos, como filamentos de lâmpadas incandescentes. A interferência elétrica da ação resulta em refrões hipnóticos (em 2013, Cyrille gravou uma das performances que apresenta esse conceito – veja aqui). Por fim, o capítulo Insectum encerra o projeto com sons emitidos por insetos, formando uma verdadeira orquestra.

    Na instalação, o próprio público poderá produzir os sons, o que traz dificuldades para o projeto, que até então era realizado na forma de apresentações ao vivo. A criatividade e a habilidade para criar áudio de materiais cotidianos e a segurança na manipulação de elementos elétricos são alguns dos obstáculos consideráveis do trabalho, mas o que mais se destaca pertence ao Insectum. Enquanto na performance os insetos precisariam sobreviver por cerca de duas horas, em uma instalação o tempo de sua interação é muito maior.

    Pensando nisso, atualmente Cyrille está estudando maneiras de contornar o impasse. Para isso, procurou especialistas em insetos do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) no intuito de encontrar espécies que produzam sons interessantes e que consigam sobreviver em colônias em ambiente fechado.

    Além da instalação, Cyrille pretende realizar algumas apresentações ao vivo. Artista, músico e pesquisador, ele conta que utilizar o tempo real é uma característica forte de seu trabalho. “O interesse da observação de um universo que nos é à primeira vista inapreensível é, para mim, essencial e é a base dessa proposta”, conclui.

  • Lançamento do livro “Cegueira e Rabeca: Instrumentos de uma Poética”, em Florianópolis

    3 de agosto de 2017

    Na sexta-feira 4 de agosto, o músico e pesquisador catarinense Jorge Linemburg lança o livro Cegueira e Rabeca: Instrumentos de uma Poética, selecionado pela mais recente edição do programa Rumos. O evento acontece na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, a partir das 19h.

    Ilustração de Tiago Marques para o livro “Cegueira e Rabeca: Instrumentos de uma Poética”

    Ilustração de Tiago Marques para o livro “Cegueira e Rabeca: Instrumentos de uma Poética”

    A obra aborda o universo poético-musical de cegos que tocam a rabeca, e para a sua construção Linemburg abordou a história de cinco personagens: Aderaldo, Sinfrônio, Ferreirinha, Oliveira e Zé Oliveira. A narrativa foi construída a partir de visitas a arquivos, bibliotecas e museus do Ceará, do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de entrevistas com pesquisadores, músicos e pessoas que tiveram contato com os rabequeiros.

    O evento conta com um bate-papo em que Linemburg comenta a produção do livro e Tiago Marques fala sobre os desenhos artísticos criados por ele para ilustrar o volume. O autor também apresenta esse gênero musical na prática, tocando a rabeca.

    Lançamento do livro Cegueira e Rabeca: Instrumentos de uma Poética
    sexta 4 de agosto de 2017
    às 19h
    [duração aproximada: 180 minutos]

    Fundação Cultural Badesc
    Ruua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro – Florianópolis – SC | (48) 3224 8846

    Entrada gratuita

  • Museu da Abolição, em Recife, recebe a exposição “Tiririca dos Crioulos: Pessoas Fortes na Luta”

    O Museu da Abolição, em Recife, apresenta a partir de 5 de agosto a exposição Tiririca dos Crioulos: Pessoas Fortes na Luta. Na mostra, o público entra em contato com três anos de pesquisa colaborativa dentro desse quilombo indígena no município de Carnaubeira da Penha, no sertão de Pernambuco, e pode conhecer sua cultura, sua memória e sua história. A exposição já passou pela Estação Cabo Branco, em João Pessoa (PB).

    No dia da abertura, às 14h, o público é convidado a participar da roda de conversa Artes, Patrimônios e Políticas Culturais: Construindo Pontes para a Educação das Relações Étnico-Raciais e, às 17h, do ritual de inauguração da mostra, realizado por membros da comunidade.

    A exposição Tiririca dos Crioulos: Pessoas Fortes na Luta já foi apresentada em João Pessoa | foto: Larissa I. Serradela

    A exposição Tiririca dos Crioulos: Pessoas Fortes na Luta já foi apresentada em João Pessoa | foto: Larissa I. Serradela

    O espaço expositivo reúne objetos marcantes para essa população, como o primeiro rádio e a primeira máquina de costura do quilombo, saias de caroá – espécie de fibra vegetal – utilizadas no ritual do Toré e Gira, potes de barro, colares, antigos ferros de passar roupa a carvão, fotos e desenhos criados pelas crianças.

    Há ainda vídeos sobre algumas referências culturais que foram mapeadas, como as artes no barro, os benditos e as parteiras, e sobre a primeira casa de alvenaria do quilombo – onde ainda são realizados rituais. Os visitantes podem manusear o livro Tiririca dos Crioulos: um Quilombo-Indígena e ouvir um documento sonoro que contém músicas ritualísticas. Esses materiais também podem ser acessados no site do projeto.

    A exposição compõe uma série de ações propostas por Nivaldo Aureliano Léo Neto, Larissa Isidoro Serradela e Alecksandra Sá no projeto Do Buraco ao Mundo: Percepções sobre o Patrimônio Cultural da Tiririca dos Crioulos, selecionado na mais recente edição do Rumos Itaú Cultural. Saiba mais aqui.

    Abertura da exposição Tiririca dos Crioulos: Pessoas Fortes na Luta
    sábado 5 de agosto de 2017

    Museu da Abolição
    R. Benfica, 1150 – Madalena – Recife – PE | (81) 3228 3248

    Entrada gratuita

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